Mundo

10/02/2018 as 13:00

Escândalo: funcionários de ONG fizeram orgias com prostitutas durante crise no Haiti

No entanto, ele renunciou à sua posição sem receber qualquer medida disciplinar

Agência Sputnik
Foto: © AFP 2018/ Nicolas GARCIA<?php echo $paginatitulo ?>

Altos funcionários da organização de ajuda humanitária Oxfam usaram dinheiro da ONG para pagar prostitutas em 2010 durante uma missão no Haiti, depois de um terremoto deixou um saldo de centenas de milhares de mortos e milhões de vítimas humanitárias, de acordo com uma investigação do jornal britânico The Times.
As jovens prostitutas teriam sido contratadas por membros da Oxfam e teriam participado de orgias em hotéis e casas financiadas pela organização, de acordo com uma fonte que disse ter visto imagens de uma dessas partes.

Através de uma declaração, publicada na sexta-feira, a Oxfam admitiu a existência desses eventos e reconheceu que, em 2011, iniciou uma investigação interna sobre a impunidade de que gozam altos funcionários.

"Em 2011, a Oxfam trabalhou no Haiti com uma linha de gerenciamento diferente e este caso nunca envolveu nossa equipe", informou a organização.

Oxfam nega ter escondido os fatos

No entanto, de acordo com o comunicado, quatro membros da entidade perderam seus empregos como resultado da investigação, enquanto três deles, incluindo o diretor no país, "renunciaram antes do final dessa investigação". A organização sustenta que as alegações de que as prostitutas eram menores de idade ainda não foram comprovadas.

O jornal havia relatado anteriormente que Roland van Hauwermeiron, chefe da Oxfam no Haiti, pagara por prostitutas com dinheiro da ONG. No entanto, ele renunciou à sua posição sem receber qualquer medida disciplinar.

Quatro outros homens foram demitidos e dois demitiram-se de seus cargos. Até agora, não foram tomadas medidas legais e a Justiça haitiana ainda não teria sido informada do caso.

"O diretor local assumiu a responsabilidade total pelos eventos que ocorreram sob sua liderança, e ele foi autorizado a renunciar porque ele havia apoiado e cooperado sem reservas na investigação", disse o porta-voz da ONG.

A organização, com sede em Oxford (Reino Unido), negou ter escondido os fatos. "A Oxfam considera seriamente qualquer acusação de comportamento inadequado", disse o porta-voz à Agência AFP.